Epistemologias da Tecnologia: Rupturas no Modelo Transmissivo de Ensino-Aprendizagem
Na aula de ontem (30/03), encerramos a segunda parte do PBL 4, dedicada aos Fundamentos Teóricos das Tecnologias Digitais. A discussão foi pautada pelas seguintes questões norteadoras:
Quais são as principais diferenças epistemológicas entre o uso instrumental da tecnologia (o "repositório de arquivos") e a integração tecnológica fundamentada em modelos como TPACK e SAMR para a redefinição de tarefas pedagógicas?
Quais perspectivas teóricas fundamentam a criação de ambientes virtuais que priorizam o diálogo, a interação e a formação de redes de conhecimento, em oposição ao modelo de transmissão passiva de informações?
Sobre o primeiro ponto, compreendemos que o uso instrumental trata os recursos digitais apenas como suporte técnico auxiliar, sem alterar a prática pedagógica tradicional. Em contrapartida, a integração baseada nos modelos TPACK e SAMR provoca uma ruptura epistemológica; sob uma ótica construtivista/interacionista, a tecnologia não apenas apoia, mas transforma profundamente os processos de ensino-aprendizagem.
No tocante às perspectivas teóricas para ambientes virtuais, entendemos que a criação de espaços interativos se fundamenta no sociointeracionismo de Vygotsky, destacando o diálogo e a interação social como mediadores essenciais para a construção coletiva do saber. Essas abordagens valorizam a colaboração e a formação de redes virtuais de aprendizagem.
Portanto, conclui-se que, enquanto o uso instrumental mantém a lógica transmissiva e tecnicista, a integração fundamentada (TPACK/SAMR) viabiliza práticas pedagógicas transformadoras. Sustentadas por teorias interacionistas, tais práticas superam o mero suporte técnico, posicionando a tecnologia como elemento estruturante de uma epistemologia voltada para a aprendizagem significativa e colaborativa.
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