Relato de Experiência
A Liga Interdisciplinar de Fisioterapia Respiratória e Terapia Intensiva (LIFIRTI), da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL), desde sua criação em 2008, tem se consolidado como um espaço formativo relevante para o aprofundamento de conhecimentos na área de fisioterapia respiratória e terapia intensiva.
Na reunião ordinária realizada na última quinta-feira (16/04), tive a oportunidade de participar como tutor do primeiro encontro após o curso introdutório, momento marcado pela integração dos novos ligantes aprovados no processo seletivo. A diversidade do grupo, composto por estudantes do primeiro ao quinto ano, foi compreendida como um potencial pedagógico, favorecendo a troca de saberes e experiências.
Para condução da atividade, foi utilizada a metodologia ativa baseada em Problem-Based Learning (PBL), uma abordagem centrada no estudante que utiliza situações-problema como ponto de partida para estimular o raciocínio clínico, a aprendizagem colaborativa e a construção autônoma do conhecimento. O tema proposto foi “Monitorização em UTI: o que o fisioterapeuta precisa saber?”, estruturado a partir de um caso clínico realístico, envolvendo um paciente em ventilação mecânica invasiva, com alterações nos parâmetros de monitorização, desafiando os estudantes a interpretarem dados clínicos e refletirem sobre condutas seguras.
Os participantes foram organizados em três grupos heterogêneos, estratégia que se mostrou extremamente eficaz para promover colaboração, diálogo e construção coletiva do conhecimento. Desde o início da atividade, observou-se alto nível de envolvimento dos estudantes, que participaram ativamente da identificação de problemas, elaboração de hipóteses e definição de necessidades de aprendizagem.
A discussão do caso proporcionou reflexões relevantes sobre a prática fisioterapêutica na UTI, especialmente no que diz respeito à interpretação dos sinais vitais, reconhecimento de instabilidade clínica e tomada de decisão baseada na segurança do paciente. A metodologia favoreceu o desenvolvimento do raciocínio clínico e estimulou a autonomia dos participantes, que se mostraram protagonistas do próprio processo de aprendizagem.
Ao final do encontro, os relatos dos estudantes foram bastante positivos, destacando a clareza da proposta, a aplicabilidade prática do conteúdo e o caráter dinâmico da metodologia. Como continuidade da atividade, foi proposta a elaboração de tecnologias educacionais consistindo em um plano de conduta fisioterapêutica, um checklist de segurança para atendimento em UTI e um fluxograma de decisão clínica, a serem apresentados na reunião subsequente, fortalecendo ainda mais a consolidação do conhecimento e a articulação entre teoria e prática.
Dessa forma, a experiência evidenciou o potencial das metodologias ativas, em especial o PBL, como estratégia eficaz no ensino em saúde, promovendo aprendizagem significativa, integração entre diferentes níveis de formação e preparação mais crítica e segura para a atuação em contextos complexos como a terapia intensiva.
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